Letra
Fechar os olhos pra não ver ao seu
redor
Não faz desaparecer do pensamento
A desconcertante dor na face do
amor
Negligência em suas mãos é o penhor
Da injustiça que alimenta e
fortalece
A injustificável poda da flor
É preciso ser a voz dos que nunca
puderam falar
A voz que não se quer calar
É preciso ser a voz dos que nunca
puderam falar
A voz que não se quer calar
Um inocente cai e nossa alma fica
manchada de rubro
Coerência estilhaçada cai pelo chão
Os que creem se omitindo e se
esquivando
Como se bastasse apenas o erguer de
suas mãos
Grito preso na garganta que se
soltou
O insuficiente é muito quando o
nada é a última cartada
E não lhe sobra opção